Riscos de tratamentos farmacológicos contra calvície

Se existe um problema que acomete uma grande parte da população, principalmente a masculina, estamos falando da calvície. Para ajudar nisso, existem inúmeros tipos de remédios no mercado que servem para controlar e até mesmo extinguir esse incômodo. Mas como existem inúmeros métodos para curar a calvície, cada um desses compostos tem um efeito e alguns podem ser realmente nocivos para quem os utiliza, mas, antes de falar dos remédios, vamos explicar o que é a calvície.

O que é a calvície?

Calvície é algo que se origina de uma ordem genética e está diretamente associada ao hormônio masculino chamado testosterona. Quando a testosterona está desregulada no organismo e se encontra em falta, ocorre um afinamento dos fios de cabelo e atrofia os bulbos capilares no couro cabeludo, causando a falta de cabelos. Como o fator de queda está diretamente ligado ao hormônio masculino, a maioria das pessoas com calvície são homens, mas as mulheres apresentam índices regulares do problema.

Causas da calvície

As causas da calvície podem ser das mais variadas possíveis, mas as mais comuns são origem genética e a natural. A calvície natural é aquela que ocorre quando a pessoa já fica com mais idade e os hormônios que são responsáveis pelo crescimento do cabelo já não se encontram mais com a quantidade necessária para manter os fios do cabelo saudáveis e crescendo normalmente. A calvície de origem genética é aquela que passa de geração em geração, acometendo a pessoa mais cedo do que devia, com casos de que jovens de 19 anos já apresentem um nível de calvície considerado avançado para a idade.

Medicamentos e seus efeitos

Como já foi dito, existem muitos tipos de tratamento que tentam conter e até mesmo acabar com a calvície. Alguns deles apresentam efeitos positivos no combate a calvície, mas produzem efeitos altamente nocivos para o organismo. Um desses exemplos é um dos principais medicamentos para o combate a esse problema: a Finasterida. Esse tipo de medicamento é o mais famoso, pois combate com eficiência a calvície, porem é um dos que mais trazem efeitos negativos para o resto do corpo.

Finasterida

Esse tipo de medicamento foi liberado no ano de 1997, nos Estados Unidos e, logo depois, em 1998 no Brasil, com o objetivo de combater a calvície. Esse passou a ser o medicamento mais famoso para combater esse problema, sendo utilizado me diversos países. Porém há um ano, o FDA(agencia sanitária americana) emitiu um alerta para aqueles que utilizam a medicação. Na bula do remédio estão presentes efeitos adversos e que podem ser permanentes.

Riscos de tratamentos farmacológicos contra calvície

Efeitos negativos da Finasterida

Vários estudos foram feitos desde o lançamento oficial desse remédio e foi constatado que a Finasterida apresentava, entre outros efeitos, redução de libido, bem como diversos  problemas ao longo da ereção e ainda na consistência do esperma dos indivíduos. Em alguns casos, esses efeitos desapareciam com a interrupção do uso da Finasterida. Já em novembro de 2012, houve um importante estudo realizado pelo Journal of Sexual Medicine, o qual apontava que, por volta de 20% dos participantes que faziam uso desse medicamento para combater a calvície apresentavam disfunções sexuais graves, e algumas dessas disfunções duravam até 6 anos, apontando que esses efeitos poderiam ser permanentes.

Na bula do Propecia, que é o nome da droga com Finasterida, está exposto que os riscos de perda de libido ocorrem em até 1,8% do conjunto do homens, porém os estudos clínicos mostram que esse número é muito maior, cerca de 20% da população que usou o finasterida apresentou problemas graves na área sexual, mas a grande parte dessas pessoas que eram afetadas por esses problemas, afirmaram que os problemas se extinguiram quando o tratamento foi interrompido.

Alguns relatos

Ao longo de seis anos, Augusto, de 36 anos e que mora em BH, fez uso de 1 miligrama de finasterida por dia, que é a dose recomendada na bula. Depois de uma semana que ele interrompeu o tratamento, os efeitos nocivos começaram a aparecer. Segundo ele, o pênis sofreu uma curvatura e ele começou a ter uma dificuldade enorme em ter e manter um ereção, além da mudança a respeito da consistência e da própria quantidade do esperma. Após inúmeras visitas a vários médicos, acabou desistindo de pedir ajuda, pois nenhum dos médicos sabia o que fazer.

Outro brasileiro que foi prejudicado por causa do uso da Finasterida é um funcionário público de 53 anos e que mora em São Paulo. O funcionário começou a tomar a Finasterida em 2001, porém começou a perceber uma série de dores intensas na área das costas e optou por interromper o tratamento no ano de 2006. Quando parou com a medicação, apresentou problemas para manter uma ereção, e com isso abriu um processo contra a empresa que fabrica a Finasterida: a Merck.

Quando se trata de usos de medicamentos, deve se tomar um cuidado redobrado quando for tomar algo novo, pois todos os remédios apresentam efeitos colaterais para o corpo, porém existem os temporários e outros permanentes, criando mais problemas ao invés de solucionar. Para evitar tais resultados tão negativos e incômodos, invista em produtos de qualidade, que conseguem auxiliar a driblar a calvície, sem prejudicar sua saúde.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Close