Calvície e quimioterapia: qual a relação?

Você sabe o que é a calvície? Sabe por que ocorre a queda capilar durante a quimioterapia? Se existe alguma relação entre a calvície e quimioterapia? Nesse texto falaremos tudo sobre a calvície e porque quando fazemos a quimioterapia os cabelos costumam cair.Calvície e quimioterapia: qual a relação?

A calvície

Também conhecida como alopecia, a calvície é definida pela redução parcial ou total dos fios capilares, podendo afetar determinadas partes da pele. Normalmente, perdemos cerca de 100 a 120 fios por dia, e sempre que um fio cai, ele é substituído por um novo no mesmo folículo, dando origem a um novo ciclo de crescimento.

Mas com o avanço de idade os fios ficam mais frágeis, ralos, e o crescimento fica mais lento, podendo até mesmo cessar, o que resulta em calvície. A calvície afeta tanto os homens quanto as mulheres e as suas causas e tipos são diversos.

Os fatores mais comuns da calvície são a mudança hormonal, má alimentação, hereditariedade, estresse, medicamentos e algumas doenças também podem causar a queda capilar, por isso é possível até mesmo relacionar a calvície e quimioterapia.

A quimioterapia

A quimioterapia é um procedimento que usa certos medicamentos para destruir as células cancerosas, atingindo as células malignas em qualquer área do organismo, visando diminuir ou cessar a atividade do tumor.

Ela pode ser utilizada durante o internamento ou em ambulatório. O tratamento pode ser feito apenas com um medicamento ou por meio da combinação de diversos deles. A administração pode ser feita por via oral ou intravenosa. E há diversos tipos de quimioterapia. Eles são:

Adjuvante: é a cirurgia curativa, com o objetivo de esterilizar células tumorais circulantes ou residuais locais e assim diminuir a ocorrência de metástases;

Neo-adjuvante: é utilizada para adquirir a diminuição parcial do tumor para permitir um complemento terapêutico com radioterapia e/ou cirurgia;

Curativa: refere-se ao controle tumoral completo;

Paliativa: é usada para melhorar a qualidade da sobrevida do paciente, não tendo como a meta de curar o câncer.

O tratamento quimioterápico é sempre acompanhado por uma equipe de oncologia e por um profissional oncologista, que fará uma avaliação sobre a eficácia da terapêutica adotada e verificará se é possível realizar algum ajuste, por meio de resultados e das reações apresentadas pelo paciente.

Qual a relação entre a calvície e quimioterapia?

Existem células normais do corpo que se reproduzem rápido e elas são afetadas igualmente pela quimioterapia. Logo, há efeitos colaterais nestas células que são esperados durante todo tratamento. Um dos reflexos mais marcantes é a relação entre calvície e quimioterapia.

Como os fios estão em crescimento constante o tratamento pode atingir a sua raiz, causando a queda. Este é um efeito que acontece durante a quimioterapia vermelha, com o uso de medicamentos como antraciclinas, conhecidos como epirrubicina e doxorrubicina, os alquilantes, como ciclofosfamida e irinotecan, um inibidor de topoisomerase.

Ao invés de acelerar a passagem do fio para a fase de queda ou telógena, como no eflúvio telógeno, os quimioterápicos cessam a produção do fio durante a fase de crescimento. Assim, ele não passa pelas fases telógena e catágena como acontece nas outras causas.

O fio cai ainda em fase anágena, quando está em desenvolvimento crescimento. E é por esse motivo que é possível relacionar a calvície e quimioterapia como um dos maiores exemplos de eflúvio anágeno.

Tanto o início como o ritmo da calvície e quimioterapia varia conforme as medicações prescritas e ainda de pessoa para pessoa. O fato de poder não passar pelas fases telógena e catágena faz com que a queda capilar, após a quimioterapia, possa ser mais precoce do que de outras causas. Para a maioria das pessoas, a queda ocorre duas a três semanas após início da quimioterapia. Em alguns casos, portanto, ela pode ser perceptível já após o dia da primeira sessão do tratamento.

O ritmo da queda capilar pode variar de semanas a dias após a quimioterapia, com queda mais abrupta ou gradual. Independente de seu ritmo, a queda capilar pode ser um evento bem estressante para o paciente.

Atualmente, pesquisas têm divulgado novos procedimentos para prevenir a calvície e quimioterapia. Um dos mais comentados é o Scalp cooler ou Cold cap, dispositivos que são capazes de manter o couro cabeludo em temperaturas baixas durante as sessões de quimioterapia. O resfriamento do couro cabeludo faz com que o fluxo sanguíneo seja reduzido na área, diminuindo a exposição dos fios capilares aos quimioterápicos.

Para muitos pacientes que possuem câncer a queda capilar após a quimioterapia é um desafio significante. É um sinal físico que indica para ele que a batalha está sendo travada e isso acaba afetando a confiança da pessoa. Apesar de que nem todos os tipos de quimioterapia causam a queda capilar, ela ainda é um efeito colateral comum. O acompanhamento de pessoas que estão em tratamento de câncer precisa ser multiprofissional.

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