Alopecia em bebês: é possível?

Alguns bebês nascem com uma cabeleira enorme, mas logo depois que nascem, os fios caem. Mas por quê? Separamos alguns tópicos para esclarecer esse assunto que, às vezes, causa bastante dúvida e preocupação.

Alopecia em bebês: é possível?

Afinal de contas, existe alopecia em bebês?

Alopecia é outra maneira de nomear a calvície, e designa perda de cabelo. O cabelinho do bebê, muito fininho, é semelhante aos pelos do resto de seu corpo. Pais e mães de primeira viagem e que nunca tiveram contato mais frequente com bebês se assustam ao ver os fios caírem, ou de forma espaçada, ou totalmente.

Entretanto, não existe um pânico coletivo quanto a isso, pois a qualquer passeio que se dê pela rua, quando se vê um bebê, geralmente ele é carequinha.

Alguns pediatras alertam se os cabelos estiverem demorando muito para nascer ou continuam caindo depois de determinada idade, conforme o desenvolvimento da criança. Por isso, compareça às consultas periódicas do médico de seu bebê para tirar as eventuais dúvidas.

Continue lendo e saiba mais sobre alopecia em bebês neste artigo.

Bebê com seis meses

Não compare o seu bebê com outro. Nem se eles tiverem nascido no mesmo dia. Desde a gestação, além de fatores genéticos, toda influência externa está em contato com a criança, desde emoções até a alimentação de sua mãe. Cada bebê tem suas características únicas, e isso vale para o tempo de queda de seus cabelos.

Quando o bebê nasce, ele vem ao mundo coberto por lanugo, os primeiros pelos do bebê, incluindo o cabelo. O lanugo começa a se desenvolver a partir do terceiro mês de gestação e tem a função de proteger o feto de bactérias. É semelhante a uma penugem, e cai no nono mês de gestação, o que explica a grande quantidade de pelo em bebês prematuros. Já os bebês que nascem tendo completado os nove meses de gestação, logo perderão todo lanugo.

O cabelinho tem um tempo para surgir e para cair. Ainda no feto, passa por três fases, que são maturação, crescimento e repouso.

A fase da maturação ocorre no período intrauterino, onde os fiozinhos crescem. Na fase do repouso, caem. Geralmente, a queda acontece no quinto mês do bebê já nascido, mas pode durar por mais tempo.

Então aproveite para tirar foto da cabeleira do recém-nascido, porque ela logo irá embora. A alopecia em bebês é normal em grande maioria. Aos poucos, os fios mais maduros aparecerão.

O cabelo do bebê, o que surge e o que muda

A cor do cabelo também se altera, geralmente por primeiro vêm os pelinhos castanhos, que caem e dão lugar aos fios loiros. Não se assuste, pois essa troca de coloração é normal, e com o desenvolvimento da criança, a cor irá se definir.

Das causas da alopecia em bebês, destacam-se sete: fungos, hormônios, nutrição, infecções bacterianas, eflúvio telógeno, tricotilomania e alopecia areata. Abordaremos algumas delas.

Às vezes, a queda de tufinhos de cabelo pode assustar. Mas tudo isso continua sendo normal. A indicação é não esfregar o courinho cabeludo ao lavá-lo na hora de dar banho na criança, e também usar produtos adequados para higiene capilar infantil respeitando a faixa etária indicada no rótulo.

Alopecia areata em bebês

Se depois dos 6 meses quantidades grandes de tufinhos continuarem a cair, é melhor dar mais atenção à densidade e extensão demasiada do período de queda. A forma das falhas, quando arredondadas, também é um bom meio para identificar um sintoma de calvície.  

A alopecia em bebês é muito rara e difícil de ser identificada porque uma criança carequinha é algo normal. Então, atente-se, círculos praticamente bem definidos e calvos na cabecinha do bebê podem ser calvície areata, por isso requerem atenção médica.

Essa condição de calvície é considerada comum em crianças e adolescentes, uma doença autoimune, tendo como uma de suas causas o diagnóstico de perda de cabelo envolvendo células T. Dessa forma, a alopecia areata pressupõe a presença de autoanticorpos no sangue que afetam os folículos pilosos.

Células T

As células T, também chamadas de células tronco, levam esse nome pelo fato de a letra “T” se originar do ” Timo “, uma glândula endócrina. Essas células são responsáveis ​​pela resposta de imunidade celular, em que seu papel é destruir as células patogênicas, sejam bactérias ou células cancerígenas.

No caso da alopecia areata, o corpo considera suas próprias células estranhas, por isso não identifica os cabelos como seus, então elimina essas células, o que justifica ser mais provável de ocorrer em indivíduos geneticamente predispostos.

Casquinha

A preocupação vem à cabeça quando é soado o alarme de alopecia em bebês, não é mesmo?

No caso de aparecerem as populares ‘casquinhas’, o pediatra lhe dará o diagnóstico e o melhor tratamento. Existem casquinhas que são indícios de fungo ou dermatite seborreica.

Fungos no bebê?

Sim. E devem ser tratados. São mais comuns em crianças de famílias carentes, pois onde moram pode não haver condições de higiene adequadas e a umidade costuma ser uma das características do lugar onde vivem, propiciando a proliferação de fungos.

Por outro lado, nada impede que uma criança, que viva em melhor condição, tenha fungos não só na cabeça, mas também no corpo, resultando em casquinhas que podem favorecer a alopecia em bebês.

Dúvidas?

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