Fertilização assistida e calvície: existe relação?

Para mulheres que querem engravidar, mas passam por uma série de dificuldades, a fertilização assistida é uma ótima opção de tratamento. Nesses casos, um médico especialista na área poderá ajudar. Seguindo todas as medidas recomendadas pela clínica especializada, a candidata a futura mãe aguardará e verificará se tudo deu ou não certo. Em caso positivo, é só comemorar a chegada do bebê. A partir de então, devido às quedas de cabelos que a gestante costuma ter, muitas se perguntam se fertilização assistida e calvície têm relação. Será?

Continue lendo e veja mais a respeito do assunto.   

Preparos para a concepção

Quando uma mulher vai em busca de uma gravidez, mas que tem de ser assistida, parte importante de todo esse processo não pode ser deixada de lado: o cromossomo Y.

Os espermatozoides do companheiro (homólogo) ou de um doador são introduzidos na mulher com o objetivo de fecundar o óvulo. Um bom planejamento para esse procedimento necessita de um acompanhamento clínico, pois antes de tudo, a mulher precisa estar em seu período fértil para ter seu óvulo fecundado, sendo analisada nos intervalos em que há ovulação por um período precedente,  a fim de verificar a melhor possibilidade de iniciar o processo. Os dois procedimentos abaixo explicam melhor o trabalho:

Inseminação artificial

Como a mulher precisa estar em seu período fértil para que haja concepção, ou seja, ovulando, tudo dependerá de como seu organismo reagirá à medicação. Às vezes os ovários não têm um bom regulamento, e é justamente por isso que têm problemas em gerar um bebê. Há outras causas para a infertilidade, pode ser alguma anomalia nas trompas, miomas e inflamações no útero, ou demais recorrências no aparelho reprodutor feminino que estejam fora do padrão.

Uma síndrome que traz dificuldade para engravidar é do ovário policístico. Além disso, está relacionada à fertilização assistida e calvície. 

Um ovário policístico pode parecer, a princípio, estar cheio de cistos. Todavia, o que ocorre é que junto do funcionamento dos ovários, há anormalidades metabólicas, como a resistência à insulina.

A síndrome do ovário policístico afeta 5 a 10% das mulheres, geralmente é diagnosticada quando as mulheres estão com problemas com seus cabelos e excesso de pelos em regiões onde crescem barba nos homens (queixo e rosto).

A mulher com ovário policístico também tem restrições devido à síndrome quando quer ter um bebê, pois uma das consequências é a dificuldade ou impedimento da gestação. Isso ocorre porque a síndrome causa fluxos menstruais intensos e longos, assim o feto não pode se desenvolver normalmente. Ainda prejudica o crescimento dos folículos ovarianos, o que impede o desenvolvimento dos óvulos. Além disso, em alguns casos, os ovários podem crescer significativamente.

Devido à infertilidade que a síndrome traz à mulher e problemas com pelos que se assemelham à barba masculina, o ideal é ter um acompanhamento psicológico para que a autoestima possa ser trabalhada e a situação enfrentada de maneira saudável. Assim, fertilização assistida e calvície podem ser etapas que terá de enfrentar. O que é sugerido caso esteja passando pela primeira etapa, a de fertilização, e perceba uma queda mais do que acentuada, começando a aparecer falhas calvas no couro cabeludo, é que consulte um especialista em medicina capilar.

O mesmo excesso de testosterona que faz com que os pelos no rosto se desenvolvam, também causam queda e, até mesmo perda de cabelo, então muitas mulheres com essa síndrome passam por experiências como fertilização assistida e calvície. Ainda mais se tiverem tendência à alopecia androgenética.

Fertilização in vitro (FIV)

Se a mulher tem problemas para conseguir engravidar devido a endometriose, obstrução de tubas, ou ainda ter as tubas fracas ou ovários restritos, que pode ocorrer quando há gravidade na síndrome do ovário policístico, parte-se para uma fecundação que ocorra fora de seu corpo. A fecundação, neste caso, é realizada no laboratório, reiterando, fora do corpo da mulher, o que explica o nome in vitro, dando segmento ao procedimento com o espermatozoide. As cinco etapas de uma FIV são:

I. estimular os ovários

Uso de medicamentos hormonais via oral.

II. captação dos óvulos

Também feita na clínica, onde será realizada a retirada dos óvulos que serão copulados.

III. punção e laboratório

Quando os folículos chegam ao tamanho esperado, a clínica solicita à mulher que vá ao laboratório para dar continuidade ao procedimento.

IV. fecundação dos óvulos

Um óvulo é colocado em uma placa de cultivo rodeada por espermatozoides.

Fertilização assistida e calvície: um produto consequente de hormônios

O uso de estimulantes hormonais, que ocorre na fase I, pode provocar queda de cabelo, às vezes acentuada. É comum a queixa a respeito da grande quantidade de cabelos que caem e, por isso, assustam.

No tratamento hormonal há uma aceleração atípica que traz estranhamento ao organismo e impõe aos folículos pilosos e às raízes uma altíssima taxa de produção, ou seja, os folículos pilosos trabalham acima do seu normal. Essa relação elucida a o envolvimento que têm fertilização assistida e calvície. Variando de corpo para corpo, cada metabolismo terá uma reação única, fazendo com que os folículos, sem força, deixem como resultado cabelos cada vez mais finos e curtos. Então os folículos pilosos entram em um estado de estresse e encolhem, não sendo capazes de reproduzir os fios enquanto o medicamento hormonal estiver agindo no organismo.

Os medicamentos utilizados para a estimulação dos ovários têm atuação vinculada aos indutores da ovulação. Ainda se discute em diferentes comunidades médicas os seus efeitos colaterais, que vão muito mais além da relação que existe no tema fertilização assistida e calvície, trazendo à candidata a ser mãe ondas de calor, náuseas, vômitos, sensibilidade nos seios, distúrbios visuais e reações de pele. Entretanto, a queda de cabelo não chega a ser uma perda total, pois é reversível na grande maioria dos casos.

Havendo predisposição à alopecia androgenética, também ligada à hereditariedade como possível causa, tem como fator-agente os hormônios masculinos, os andrógenos. Dessa maneira, convém, antes de ser dado início ao tratamento, a mulher se informar em uma clínica capilar especializada. Desse modo, poderá descobrir se tem alguma probabilidade de desenvolver essa condição. Afinal,  está ligada a fatores hormonais, problemas entre fertilização assistida e calvície.

Conhece alguém que esteja passando por situação parecida e quer saber como ajudar? Comente! Estamos à disposição para esclarecer todas as suas dúvidas!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Busca

Recentes

Arquivos


Close