Vitiligo e calvície: existe relação?

Vitiligo e calvície: existe relação?

A relação entre vitiligo e calvície pode existir ou não, tudo vai depender de como cada caso é avaliado pelo médico. O que realmente se sabe é que existe uma grande recorrência de pessoas que desenvolvem as duas patologias ao mesmo tempo.

Ambas as condições se manifestam de maneira facilmente visível, o que leva o indivíduo sob tais circunstâncias a se sentir muito exposto por causa de sua aparência.

De onde vem o elo entre vitiligo e calvície?

A alopecia areata, tipo de calvície associada a doenças autoimunes, é vinculada ao vitiligo porque ambas as patologias originam-se a partir de uma falha do sistema imunológico. Isso ocorre quando esse sistema, em vez de proteger, ataca as células do corpo onde se desenvolvem.

O vitiligo é um problema de pele caracterizado pelo surgimento de manchas claras. Por isso, caso comecem a surgir pelo corpo manchas muito mais claras do que o seu tom de pele, um médico deve ser procurado para que ele possa avaliar o caso, pois muito provavelmente há uma disfunção do sistema imunológico, derivada da relação entre vitiligo e calvície,.

Outra característica em comum entre vitiligo e calvície é o fato de, até hoje, não ter sido encontrada uma causa específica que justifique a disfunção do sistema imunológico que resulte nesses dois distúrbios.     

Estado emocional

Uma característica entre vitiligo e calvície apontada pelos médicos como a mais relevante diz respeito ao estado de estresse emocional do indivíduo.

Quando ele tem episódios de queda excessiva de cabelo, mesmo quando sazonais, pode ser que tenha sido afetado emocionalmente de forma negativa. Além disso, gradativamente esse indivíduo ainda pode acabar desenvolvendo transtorno de ansiedade ou depressão.

Dessa maneira, uma alopecia areata por estresse pode acabar surgindo. Ao perceber o grande volume de cabelo caindo, que se soma às falhas calvas no couro cabeludo, o portador se sente prejudicado, pois tem a estética de seus cabelos violentada. Com isso, a ansiedade aumenta ainda mais e logo adiante aparecem manchas de vitiligo em sua pele. 

Ou pode ocorrer o contrário. Devido à aparência, vitiligo e calvície acabam causando problemas psicológicos significativos no portador. No contexto do vitiligo, à medida que as manchas se espalham pela pele, inclusive do rosto, o portador entra em episódios graves de estresse, pois além de ter sua autoestima abalada, sofre preconceito de outras pessoas.

Logo, determinar que patologia causou outra é uma decisão complexa, pois diante de um quadro clínico em que o paciente desenvolve as duas condições, a opinião que se sobressai é a de que vitiligo e calvície são reações negativas do sistema imunológico a situações agudas de estresse emocional.

Assim, os fios de cabelo podem cair em maior quantidade se o estado emocional não for tratado. Em casos de alopecia areata, caem tufos de fios, que deixam círculos.  

A seguir, leia sobre alguns detalhes sobre as duas patologias.

Detalhes sobre alopecia areata

É associada a doenças autoimunes, como à tireoidite de Hashimoto, à diabete e ao vitiligo. 

Um estado emocional afetado de forma negativa é um fator que acelera a alopecia areata. Por isso, fazer um acompanhamento psicológico é importante para resguardar a autoestima.

As manifestações de alopecia areata se dão como falhas calvas arredondadas ou ovais no couro cabeludo. Nessas áreas calvas, há fios danificados ou completamente ausentes.

Esse tipo de queda de fios também acomete os pelos do corpo, podendo afetar qualquer parte, como cílios e sobrancelhas.

Detalhes sobre o vitiligo

Trata-se de uma doença autoimune em que a pele apresenta manchas claras de forma gradativa e crônica. Isso ocorre devido à perda de melanócitos, responsáveis pela pigmentação da pele.

Essa patologia afeta homens e mulheres, costumando aparecer na faixa dos 20 anos de idade. As manchas claras surgem devido a uma total despigmentação da pele. Acredita-se que há fatores genéticos como agentes causadores, mas são apenas hipóteses.

A investigação médica é necessária para que sejam verificadas ocorrências de outras doenças autoimunes, pois diagnosticado o vitiligo, surge a suspeita de predisposição de mais doenças correlatas ao mau funcionamento do sistema imunológico.

O vitiligo não é uma doença rara, mas ainda não foram desenvolvidos medicamentos para uma total recuperação da pigmentação da pele, portanto, não há cura.

Qualidade de vida

Autoconfiança e autoestima são sentimentos essenciais para que uma boa qualidade de vida seja mantida.

Entretanto, homens em torno dos 30 anos que já têm as famosas duas entradas na testa sinalizando futura calvície, sentem-se, em sua grande maioria, não só menos charmosos como também incapazes de ganhar um jogo de conquista.

No caso das mulheres, a questão que envolve a queda ou perda de cabelo em relação à autoaceitação ainda é mais forte, pois há séculos associou-se o cabelo comprido à mulher. Isso gera, infelizmente, um pensamento comum de que a calvície é aceitável nos homens, mas seriamente anômala nas mulheres.

Todavia, existe um caminho que nos últimos anos tem levado as pessoas em geral a mudar suas interpretações e, nesse sentindo, o olhar preconceituoso sobre a calvície tem dado lugar à empatia e respeito ao próximo.

Quanto ao vitiligo, é visto por muitos como uma doença muito mais crítica para a autoestima do que a calvície, pois devido às manchas espalhadas peço corpo, o indivíduo passa a se isolar por um sentimento de não aceitação e vergonha, e, em casos mais severos, o isolamento culmina em depressão. 

A perda de pigmentos que causa manchas na pele atinge a vaidade de forma agressiva, ainda mais se há no rosto. Mas o que torna a vida do portador mais difícil é o preconceito com que é tratado por outras pessoas que, variadas vezes, têm medo de se aproximar de alguém com as manchas, evitando tocar em alguém com vitiligo.

Por falta de informação sobre a doença, muitos pensam que o vitiligo é contagioso.

Assim, a relação mais crítica que existe entre vitiligo e calvície está no abalo do estado emocional do portador. Você acredita que há um crescimento de empatia na sociedade? Comente o que achou do texto e deixe suas dúvidas.

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