Alopecia Androgenética: existe como evitar?

O cabelo é um dos pontos principais para a nossa beleza. Muitas pessoas, principalmente os homens, tem medo da calvície que causa a queda dos fios capilares, justamente porque creem afetar sua aparência. Os homens são afetados e as mulheres também podem, não há qualquer regra. O principal tipo de calvície é a alopecia androgenética e vamos falar sobre o tema neste artigo. O que é a alopecia androgenética? Quais são os sintomas? Existe como evitar a alopecia androgenética? Essas são respostas que você obterá a seguir. Acompanhe!

Alopecia Androgenética: existe como evitar?

Alopecia androgenética

A alopecia androgenética é uma manifestação fisiológica na qual ocorre a estimulação dos folículos pilosos gerada por hormônios masculinos (testosterona).

Os folículos começam a ser produzidos na adolescência. Ao chegar ao couro cabeludo de pacientes que possuem predisposição genética para a calvície, a testosterona sofre a intervenção de uma enzima conhecida como 5-alfa-redutase, e se torna e dihidrotestosterona (DHT).

A DHT (diidrotestosterona) promove a redução progressiva dos fios capilares a cada ciclo de crescimento, fazendo com que os fios cresçam cada vez menores e finos. Vale ressaltar que a alopecia androgenética ocorre geralmente em homens e somente em mulheres que são predispostas geneticamente.

A herança genética pode vir tanto do lado materno quanto do lado paterno e, por conta da sua ligação com os hormônios masculinos, acaba atingindo mais homens do que mulheres.

Sintomas da alopecia androgenética

Há dois tipos de causas da calvície definitiva: hormônios masculinos e herança genética. Mas, há outras que podem favorecer a calvície assim como a oleosidade, má alimentação, utilização em excesso de produtos químicos e estresse, além disso também o uso de alguns medicamentos podem causar a calvície. Nesse caso, os fios capilares voltam a crescer se for tratados.

Os sintomas possuem um padrão comum entre os homens. Há casos em que a calvície inicia com entradas laterais em conjunto de raleamento dos fios do topo da cabeça, sobrando apenas cabelos nas partes da lateral e atrás da cabeça.

Normalmente, a alopecia androgenética tem evolução lenta, pode até mesmo levar anos para ser detectada. Indivíduos que notam uma perda rápida de volume com afinamento dos fios, especialmente em idades menores, costumam ter quadros mais agressivos e extensos. Quanto mais extenso for o acometimento, maiores são as chances de se transformar em calvície.

Como evitar alopecia androgenética?

Ainda que a alopecia androgenética esteja ligada a fatores genéticos, não se sabe precisamente a origem dessa queda. No entanto, especialistas e médicos já sabem que existe uma relação direta com a questão hormonal, motivada pela testosterona. Atualmente há apenas duas alternativas de tratamento e possuem efeitos comprovados contra a alopecia androgenética: o finasterida oral e minoxidil de uso tópico.

Monoxidil

O minoxidil é um vasodilatador que era utilizado para tratar a hipertensão, mas a observação de pacientes em tratamento comprovou o aumento do crescimento capilar. Esse medicamento prolonga a fase de crescimento dos fios capilares, diminuindo a queda capilar. Mas, vale ressaltar que, suspendendo o tratamento com esse medicamento, em quatro a seis semanas os cabelos voltam a cair, voltando ao estado inicial da calvície após seis meses sem o medicamento.

Finasterida oral

Já o medicamento finasterida oral age inibindo a 5-alfa-redutase, reduzindo os níveis de produção do DHT. A finasterida evita o enfraquecimento dos folículos pilosos e, em conseqüência, a queda anormal dos fios. Vale ressaltar que a finasterida não deve ser utilizada pelas mulheres que estão em idade fértil ou grávidas.

Outro ponto que precisa ser destacado acerca da finasterida é a questão de que seu uso causa impotência sexual. Estudos clínicos averiguaram pacientes que ingeriram finasterida e outros que ingeriram placebos. Comparando os resultados, não houve nenhuma diferencia percentual relevante entre os dois grupos.

Além dos medicamentos para evitar e tratar a calvície hereditária, é preciso procurar:

  • manter uma vida saudável;
  • adotar uma alimentação que seja rica em proteínas, aminoácidos, óleo de linhaça, vitaminas do complexo B, ferro, zinco e cobre;
  • a prática de atividades físicas.

Esses fatores ajudam a ter uma boa nutrição capilar e irrigação do couro cabeludo.

As lavagens do couro cabeludo devem ser frequentes, usando xampus próprios com fórmulas delicadas sem sal e com pH neutro para remover toda a sujeira e sebo em excesso, sem alterar o pH. Também podem ser feitas massagens no couro cabeludo, pois ajudam a ativar a circulação.

A massagem deve ser feita, começando na parte frontal e nas têmporas, continuando até a nuca e terminando na base do crânio. Além de ativar a circulação, a massagem também auxilia na absorção de loções capilares.

Sessões regulares de massagem e drenagem linfática capilar ajudam a ativar o metabolismo do couro cabeludo e também a revitalizar os folículos pilosos. As massagens ajudam a relaxar e reduzir o efeito dos hormônios que provocam a queda dos fios capilares.

Para as mulheres, em casos de alopecia androgenética, é preciso recorrer a anticoncepcionais que possuem sustância acetato de ciproterona. Afinal, ajuda a inibir a influência dos hormônios andrógenos, além de diminuir a função excessiva das glândulas sebáceas que causam a seborreia.

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