Fibromialgia e calvície: existe relação?

O que se sabe até agora das poucas pesquisas sobre fibromialgia e calvície s é que a relação entre ambas as condições está no fato de as pessoas com sintomas da doença apresentarem queda significativa de cabelo e, em alguns casos, alopecia areata.

Uma dor fibromiálgica tem origens diferentes da dor da artrite, cuja causa são inflamações nas articulações do corpo, diferenciando-se também da dor do reumatismo, proveniente de moléstias que podem acometer todo o sistema musculoesquelético e osteomuscular. Um reumatismo é bem diferente, pois pode ser ocasionado por uma gama de fatores, variando entre doenças autoimunes, inflamatórias, metabólicas, degenerativas ou, ainda, patologias por enfermidade de outros órgãos. 

Fibromialgia e calvície: existe relação?

Estado psicológico, fibromialgia e calvície

Por ainda não ter sido descoberta uma causa específica para a síndrome fibromiálgica, a relação entre fibromialgia e calvície muitas vezes é tratada como decorrente de síndromes de ansiedade e depressão. A fibromialgia, dessa maneira, pode apresentar distúrbios em partes distintas do corpo, variando de indivíduo para indivíduo, o que a caracteriza como idiossincrática.

Dessa maneira, os cabelos também estão sujeitos a sofrer consequências, como a queda excessiva de fios. Às vezes, a doença altera o sono e a queda de cabelo é em decorrência de noites maldormidas, e não propriamente da fibromialgia.

A queda de cabelo, no entanto, não é um dos piores sintomas da doença, nem parece ser um dos mais comuns, pois em primeiro lugar está a dor. Por não haver engajamento de pesquisas suficientes na área, o paciente e mesmo os médicos precisam encarar essa condição com base em experiências de outras pessoas que já passaram pela mesma situação, e assim descobrir como atenuar sua queda de cabelo.

As dores por todo o corpo são tão intensas que os cabelos muitas vezes são deixados de lado, pois o paciente se vê, antes de tudo, querendo se livrar das dores que afetam significativamente o seu dia a dia.

O estado emocional em que a pessoa se encontra é fator agravante nessa condição. Uma paralisia facial que não tenha sido identificada como decorrente de ataque isquêmico, por exemplo, entra no diagnóstico de quadro fibromiálgico. A síndrome, se não tratada, gera um efeito dominó, pois há somatização, os sintomas progridem, o que agrava ainda mais as dores nas articulações.

Então, quando é abordada a relação entre fibromialgia e calvice, na verdade o que os médicos notam é que a queda de cabelo está mais ligada a fatores como estresse, ansiedade e depressão do que à doença em si.

Por outro lado, fica difícil atribuir uma causa evidente a um diagnóstico da fibromialgia. Por não ter sido, ainda, detectada a causa da doença, as dores de um paciente fibromiálgico acabam sendo atreladas a fatores psicológicos. Prova disso é que muitos médicos acabam por definir a queda ou perda de cabelo como alopecia areata.

Se as dores causam transtornos emocionais, ou se os transtornos emocionais causam as dores, não se sabe, mas o que se pode afirmar é que ambos os sintomas caminham juntos. Em alguns pacientes, o primeiro sintoma a aparecer são crises de ansiedade, estado depressivo ou, ainda, variação brusca de humor ou ciclotimia.

Tais sintomas, quando negligenciados de acompanhamento psiquiátrico e psicológico, se agravam, corroborando manifestações físicas como a dor. Assim, a fibromialgia se desenvolve conforme o sistema límbico do cérebro de um indivíduo processa as informações do meio social em que vive.

A queda acentuada de fios de cabelo, também reconhecida como um dos sintomas da síndrome fibromiálgica, é o motivo pelo qual se diz que existe relação entre calvície e fibromialgia.

Quem tem a síndrome, deve ficar atento a quedas de fios em tufos, ou mesmo uma queda que exceda 100 fios por dia, pois esse número é o limite considerado normal. Se, além desses sintomas, o paciente perceber que há regiões circulares calvas na cabeça, convém que um médico capilar seja procurado, pois tudo indica que se trata de alopecia areata, em que há perda de cabelos com rapidez.

Considerada uma doença autoimune, a alopecia areata, assim como a fibromialgia, não tem causa definida, mas o que se considera é que fatores relacionados ao estresse, ansiedade ou depressão são síndromes que desencadeiam o seu surgimento.

Dessa maneira, nota-se que tanto alopecia areata quanto síndrome fibromiálgica são sintomas refletidos no corpo de um estado emocional que requer cuidados de especialista na área de saúde da mente.

Ainda que não se possa afirmar categoricamente que o colapso de um estado emocional é a origem de ambas as doenças, cuidar da saúde emocional com tratamento terapêutico é um dos caminhos que muitos pacientes têm procurado, em busca de qualidade de vida, conquistando resultados positivos, mas em um lento processo.  

Relação da doença a particularidades do paciente

A doença é idiossincrática porque cada pessoa tem uma historicidade única. Mesmo entre irmãos gêmeos, criados juntos, com os mesmos valores, haverá uma maneira única de cada um de como receber e processar as informações do cotidiano. Estando o indivíduo em desacordo com o que o meio lhe oferece, o sistema emocional é afetado e, consequentemente, o corpo reage bem ou mal às sinapses criadas na mente.

É como se a doença surgisse a partir de pontos negativos que ocorrem na vida de uma pessoa que, por não poder ou não saber trabalhar a gestão de suas emoções, entra em colapso e desenvolve a síndrome.

A partir de então, sem se dar conta de que os pensamentos criados e fixados na sua memória, pensamentos estes aos quais se prende, em seguida, o organismo é afetado e dores pelo corpo surgem.

Não é à toa que muitos, quando passam por situações de contrariedade e conflito, tenham fortes dores de cabeça, nos ombros e nas costas.

Um sistema neural estimulado por um comportamento aflito não funciona bem e, então, acaba desestabilizando o organismo, composto por células que não recebem estímulos nervosos como deveriam, assim, em cadeia, vêm a se desestabilizar também. O resultado é um conjunto de fatores que atrelam à fibromialgia e calvície serem correlatas uma da outra.  

Logo, uma pessoa com fibromialgia e calvície deve procurar atendimento terapêutico para que possa aprender sobre si, e dessa maneira, ser capaz de impedir que frustrações diárias, comuns a todos os seres humanos, em vez de serem um fardo de dor, sejam superadas para que passos adiante sejam dados.

Avanços no diagnóstico

Exames de ressonância magnética identificaram a existência de uma hiperexcitabilidade dos neurônios em pacientes com sintomas fibromiálgicos. As imagens apresentavam uma deficiência das vias descendentes de inibição da dor, bem como anormalidades de conectividade entre as áreas de gestão de dor e áreas sensório-motoras.

Infelizmente, os estudos na área não podem ser considerados consistentes, uma vez que a síndrome nunca é observada de forma crível. O que se verifica são testes que, embora busquem sólido embasamento, continuam em um patamar superficial e sem respostas concretas quanto à causa da doença. Apesar do progresso científico, a ciência ainda tem longos passos a serem dados em busca de respostas.

Contudo, dados obtidos de pacientes com a síndrome que apresentam quadro de hipersensibilidade em seus neurônios fornece possibilidades para investigações de cunho fisiopatológico. Em síntese, as dores intensas causadas pela doença estão mais próximas de ter sua origem em um transtorno da mente do que em um problema físico.

Como cuidar dos cabelos?

Levando em consideração o fato de que um paciente com dores acaba por dar pouca atenção aos cabelos, é importante que amigos e familiares o alertem sobre a relação entre fibromialgia e calvície, pois a queda de cabelo somada a todo estado emocional fragilizado pode ter um efeito bola de neve e se tornar uma alopecia areata.

São muitas as pessoas que em estado emocional abalado não conseguem ser agentes das suas ações cotidianas, levando a um estado de pânico. Por isso, se você conhece alguém que esteja passando por esse momento difícil, ofereça ajuda e diga o quanto um acompanhamento psicológico ajudará a reverter a situação.

Você conhece alguém com fibromialgia, mas não sabe como ajudar?

Deixe a sua dúvida nos comentários e nós daremos algumas sugestões para você. Fibromialgia e calvície: existe relação?O importante é promover qualidade de vida a todos que queremos bem e estão ao nosso redor.  

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