Fungos no couro cabeludo: quando é sinal de alerta?

Você sabia que micose também se desenvolve no cabelo? São fungos no couro cabeludo, na área médica chamados de dermatofitoses. Ocorre quando o local afetado apresenta descamação e não atinge apenas o couro cabeludo, mas também outras partes do corpo.

As dermatofitoses são popularmente conhecidas como tineas, ocorrendo quando dermatófitos estão se alojam no corpo, causando descamação e manchas avermelhadas em formatos ovais.

Há quem confunda uma doença fúngica com caspa, o que facilita a proliferação dos fungos no couro cabeludo devido à demora no diagnóstico.

A pessoa que tem os fungos sofre com coceira, que incomoda muito, além das perturbações estéticas, sociais e psicológicas.

Fungos no couro cabeludo: quando é sinal de alerta?

Como sei quando há fungos no couro cabeludo?

Uma vítima de fungos no couro cabeludo pode desconfiar quando surgem caspas que se manifestam por descamações finas da pele. É como se fosse uma farinha oleosa, logo, se o cabelo mudar de aspecto e estiver mais oleoso, isso pode ser um indício.

Além disso, a aderência ao couro cabeludo e bem forte, difícil de ser desgrudada. Sua cor é entre roseada e avermelhada e aos poucos começam a aparecer inflamações na região da testa, na raiz dos fios.

A coceira é intensa, por isso é muito comum que algumas pessoas, sem perceber, acabam se machucando e lesionando o couro cabeludo, deixando-o com feridas.

As crianças que são afetadas devem ser observadas, pois são as que mais se machucam ao se coçarem.

 Não há grande ocorrência, mas caso as feridas resultantes da coceira contínua sejam tão fortes a ponto de machucar de maneira grave os folículos pilosos, o que pode danificar e não produzir mais fios, ocasionando uma calvície cicatricial.

Casos negligenciados podem causar inflamações mais severas, com isso os folículos pilosos também podem ser agredidos e, consequentemente, desativados.

A coceira

A caspa é a causa mais comum de coceira no couro cabeludo, atingindo desde bebês a idosos. Isso ocorre quando as glândulas sebáceas se inflamam, resultando em coceira, pele avermelhada e descamação da pele.

Embora os médicos não saibam a causa exata da caspa, os fungos são considerados coo agentes que propiciam seu surgimento. Portanto, no excesso de caspas, o ideal é que um dermatologista seja consultado para evitar surpresas e muito mais coceira.

As caspas e os fungos surgem à medida que há uma proliferação de leveduras na pele, conforme variações sazonais, ambientes muito úmidos e, principalmente, em cabelos sujos.

Um couro cabeludo com muita coceira pode ser, apenas, uma pele sensível. De qualquer forma, sempre é conveniente que a opinião de um médico seja dada após análise.

Então, é necessário se atentar às reações alérgicas, irritação facilmente causada por xampu, placas calvas, pele seca, pele irritada, feridas e inchaço no couro cabeludo.

Um sinal de alerta para fungos no couro cabeludo

Caso não seja dada a devida atenção às escamações no couro cabeludo, pode haver uma gravidade de caso, em que uma infecção fúngica gere um abcesso que, se não for tratado de forma adequada, pode se aprofundar cada vez mais e, alcançando alguma artéria, infecionar a corrente sanguínea, sendo fatal devido à possível infecção generalizada.

Todo machucado dever ser desinfetado e, sendo causado por fungos, batidas, ou arranhões na hora de coçar, se houver aumento ou acúmulo de pus, um médico deve ser procurado o mais rápido possível.

Se a pessoa atingida tiver problemas vasculares ou diabete, uma ferida deve receber atenção redobrada, pois devido à dificuldade de cicatrização, pessoas nessas condições podem desenvolver gangrena, chegando à fatalidade.

Feridas profundas no couro cabeludo levam à alopecia cicatricial, os folículos pilosos são totalmente danificados e os fios não voltam mais a nascer.

Tratamento

Para cuidar do couro cabeludo com dermatofitose, o médico deverá prescrever um antifúngico sistêmico e uma loção para os cabelos. É importante que durante e após o tratamento, torne-se um hábito comum não deixar o cabelo por muito tempo sem lavar, mantendo-o sempre bem limpo e, acima de tudo, secá-lo depois de lavado.

Embora o uso de secador resseque os fios se usado diariamente, nos casos em que a pessoa contraiu fungos no couro cabeludo, convém usá-lo, principalmente se no trabalho há necessidade de prender o cabelo com coque ou usar capacete. Tanto para um caso como para outro, é de fundamental importância se certificar de que não há umidade junto às raízes dos fios, pois tanto o coque como o capacete não deixam que o cabelo seque, criando um clima favorável para o desenvolvimento dos dermatófitos. 

Quando os dermatófitos atacam o couro cabeludo das crianças, costuma-se usar um antimicótico chamado griseofulvina ou terbinafina, levando até seis semanas para eliminar os fungos do couro cabeludo.

Já para os adultos, o medicamento mais indicado é o antimicótico terbinafina ou itraconazol. A resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa e, também, conforme medicamento administrado.

Para casos de Querion, o médico será a pessoa mais indicada para direcionar um tratamento adequado à situação. O que achou de nosso artigo sobre fungos no couro cabeludo? Comente abaixo!

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