Eflúvio anágeno: o que é e como tratar

Na esteira dos problemas relacionados aos fios de cabelos e ao couro cabeludo, o eflúvio anágeno se apresenta como uma das principais adversidades que podem afetar os cabelos.

Esse quadro, assim como o eflúvio telógeno, a calvície masculina e feminina e a dermatite seborreica, é marcado principalmente pela queda dos fios.

Entretanto, a queda registrada nos casos de eflúvio anágeno é bastante peculiar, intensa e merece que sua atenção seja redobrada.

Se você quer saber mais sobre o que é, como ocorre e como tratar o eflúvio anágeno, continue acompanhando este artigo. Boa leitura!

Eflúvio anágeno: o que é e como tratar

O que é o eflúvio anágeno?

Para muitos, o eflúvio anágeno pode remeter ao eflúvio telógeno, devido à enorme semelhança entre as terminologias. Entretanto, há uma enorme diferença entre esses dois quadros.

Enquanto o eflúvio telógeno é caracterizado pelo aumento na queda de cabelos diária, causado geralmente por um episódio que envolveu alta sobrecarga psíquica e/ou emocional, o eflúvio anágeno se refere à queda dos cabelos em um outro estágio de crescimento dos fios.

Para entender melhor, é necessário retornarmos à compreensão do ciclo de vida dos fios.

O ciclo de vida dos cabelos é dividido em três fases: anágena, catágena e telógena. Cada uma dessas fases possui distintas características:

  • Fase anágena: corresponde ao período de crescimento dos fios. Trata-se da fase mais longa, que pode durar até 6 anos;
  • Fase catágena: é o período de involução capilar, no qual os fios se preparam para desprender-se do bulbo capilar; e
  • Fase telógena: nesse período, a raiz capilar já se encontra enfraquecida e o fio cai facilmente, dando espaço ao nascimento de um novo fio.

Ao passo em que nos casos de eflúvio telógeno, observa-se a queda acentuada dos fios que já não estão mais em crescimento (mas sim na fase telógena), nos quadros de eflúvio anágeno a queda ocorre ainda no período que corresponde à fase de crescimento dos cabelos.

Além disso, as causas do eflúvio telógeno e do eflúvio anágeno diferem entre si. Os principais fatores desencadeantes do eflúvio anágeno incluem:

  • infecções (furúnculos, sífilis, abcessos, entre outros);
  • medicações, especialmente quimioterápicos, como adriamicina, ciclofosfamida e etoposide. Outros medicamentos associados à ocorrência do eflúvio anágeno são levodopa, ciclosporina, albendazol etc.;
  • intoxicações por metais pesados, como arsênio, cádmio, boro e mercúrio;
  • quadro de desnutrição severa, em especial em casos de defasagem proteica;
  • hereditariedade genética; e
  • doenças autoimunes, como as variantes da alopecia (tradicionalmente conhecida como calvície), lúpus e outras.

Apesar dessas diferenças, ambos os problemas são passíveis de tratamento e reversíveis. Geralmente, verifica-se a retomada da atividade normal do folículo piloso após a remoção ou resolução do agente agravante.

Eflúvio anágeno: sintomas e tratamentos

Os primeiros sinais indicativos do eflúvio anágeno são a queda abrupta e acentuada dos fios de cabelos. Em alguns casos, pode ser observada a queda de até 90% dos fios num período de poucas semanas.

Além dos cabelos, outras áreas do corpo com pelos podem ser afetadas pelo quadro, como sobrancelhas, cílios, barba (no caso dos homens), entre outras.

Como o quadro de eflúvio anágeno se configura como uma resposta do organismo aos agentes estranhos e nocivos à saúde, é necessário levar em consideração seu atual contexto de vida para a adoção de estratégias adequadas e eficazes.

Desse modo, as estratégias interventivas envolvem o tratamento de suas condições gerais e agravantes de saúde.

No caso do eflúvio anágeno ocasionado por infecções, por exemplo, o tratamento geralmente inclui antibióticos e antifúngicos.

Além disso, o minoxidil, medicamento bastante popular no tratamento de casos de calvície masculina e feminina, é utilizado como auxiliar no tratamento do eflúvio anágeno.

Embora a recuperação completa dos cabelos possa ocorrer entre 3 e 6 meses após a queda dos fios, alguns casos podem persistir.

Por exemplo, quando o quadro é provocado pela radioterapia, alguns casos registram somente recuperação parcial do crescimento capilar.

Em outros casos, pode ser percebida até mesmo a alopecia definitiva da região afetada, sem o retorno da atividade normal dos folículos pilosos.

Esses casos devem ser diretamente tratados e acompanhados por um profissional dermatologista de sua confiança.

Por meio da anamnese e da realização de exames físicos, instrumentais e laborais, será possível uma compreensão bastante detalhada e minuciosa sobre seu quadro e sobre as propriedades de seus cabelos e de seu couro cabeludo.

Conclusão sobre eflúvio anágeno: o que é e como tratar

Neste artigo, abordamos as principais informações acerca do eflúvio anágeno: suas causas, sintomas e modos de tratamento.

Trata-se de um quadro pontual que é geralmente justificável pelo quadro de saúde atual do paciente.

Embora existam algumas alternativas para o tratamento do quadro, geralmente observa-se sua retração quando se efetua o tratamento das outras patologias diagnosticadas ou agravantes.

Esperamos que tenham gostado e aprendido sobre o eflúvio anágeno com nosso artigo. Caso tenha restado qualquer dúvida, não deixe de escrever seu comentário para nosso time de especialistas.

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