Finasterida para uso feminino: um tema controverso

A alopecia androgenética, mais conhecida como calvície, é a principal causa de queda de cabelo em homens e mulheres. Pelo menos 50% da população mundial é afetada por esse problema.

E, claro que, mesmo atingindo as mulheres em menor número do que os homens, o impacto da perda excessiva de cabelos no público feminino costuma ser muito maior e mais traumático do que no público masculino, pois, além de as madeixas serem uma marca da sua personalidade, as mulheres também as têm como um objeto de sedução.

A calvície nas mulheres é também chamada de alopecia de padrão feminino ou alopecia androgenética. Essa condição afeta aproximadamente 25% das mulheres com até 50 anos de idade chegando a 50% aos 80 anos.

Diferentemente do que ocorre nos homens, a alopecia nas mulheres costuma ter evolução mais lenta e difusa. Enquanto os homens apresentam tipicamente “entradas” ou “coroa”, nas mulheres geralmente se observam rarefação de todo o cabelo.

Finasterida para uso feminino: um tema controverso

O que é finasterida?

A finasterida está disponível no Brasil para o tratamento da alopecia androgenética desde 1998, e esse medicamento é muito receitado para conter o avanço da queda de cabelo de causa genética e hormonal e para ajudar na recuperação das áreas calvas.

A finasterida é provavelmente o remédio mais famoso contra a calvície masculina. Contudo, a finasterida para uso feminino ainda é um tema bastante complexo, pois a finasterida para uso feminino durante a idade fértil, devido à absorção do remédio por mulheres grávidas, poder provocar a má formação no feto do sexo masculino (anormalidades na genitália externa, feminização).

Então, ela tem sido mais indicada para as mulheres na pós-menopausa, pois esse é o momento que diminuem drasticamente os hormônios femininos que fazem a proteção e participam do desenvolvimento do folículo piloso (FP).

A finasterida é um medicamento que atua no couro cabeludo bloqueando a ação da enzima 5-alfa-redutase, responsável por transformar a testosterona em dihidrotestosterona (DHT) — hormônio relacionado ao afinamento dos fios e miniaturização dos folículos pilosos. Ou seja: inibindo-se a produção da enzima, diminui-se também a conversão de testosterona em DHT, evitando o enfraquecimento dos fios.

O medicamento promete aumentar o volume dos fios e prevenir uma futura queda de cabelo. Na prática, a finasterida preserva os cabelos já existentes e, em alguns casos, de acordo com especialistas, pode engrossar fios enfraquecidos, resultando em um aumento de volume em algumas áreas do couro cabeludo.

A finasterida funciona melhor nos casos leves e moderados de calvície, em que queda de cabelo atinge o topo da cabeça (a recuperação em casos de calvície total é improvável). Os resultados não são considerados permanentes: se o tratamento for interrompido, a calvície volta a avançar no ritmo normal e pode atingir os fios que cresceram.

Finasterida para uso feminino

A finasterida para uso feminino é controverso: os resultados não aparentam ser tão animadores quanto nos homens, apesar de existirem casos de sucesso no tratamento da calvície feminina. O maior problema é que o medicamento pode causar má-formação no feto durante a gravidez (a bula adverte que mulheres grávidas não devem nem mesmo manusear o produto, pois o pó do comprimido esfarelado poderia ser absorvido em algum nível pela pele).

Muitas mulheres ficam extremamente preocupadas até quanto à possibilidade de engravidar do parceiro sexual que utiliza esse medicamento, pela possibilidade de efeitos indesejáveis. Essa preocupação advém do fato de que a finasterida é encontrada no sêmen de pacientes que utilizam a medicação.

Mesmo que em quantidades mínimas, ela, teoricamente, poderia entrar na corrente sanguínea da mãe por meio da absorção da mucosa vaginal após a relação sexual. Desta forma, mesmo não tomando a medicação, a mulher e – portanto – o feto estariam expostos à medicação.

As bulas brasileiras relatam que a finasterida para uso feminino pode provocar a ocorrência de alguns efeitos colaterais como diminuição da libido, aumento do volume e da sensibilidade das mamas, edema labial e erupções cutâneas. A bula diz que essas reações são consideradas raras (atingindo cerca de 3% dos usuários), que ocorreram em grau leve durante os estudos realizados.

A finasterida é o único medicamento oral aprovado para tratamento de alopecia androgenética em homens pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela agência americana FDA (Food and Drug Administration). A finasterida para uso feminino, no entanto, não é regulamentado.

A explicação é que ao reduzir a quantidade de DHT no feto, finasterida para uso feminino pode interferir na formação e diferenciação do órgão genital do bebê, gerando genitais ambíguos. Apesar de não ser aprovada pelas agências reguladoras, a finasterida para uso feminino é usada por alguns médicos no tratamento da calvície feminina com o intuito de aumentar as possibilidades terapêuticas nessa desafiante condição que aflige tantas mulheres.

E você, verificou algum resultado da finasterida para uso feminino no tratamento da calvície? Como foi a sua experiência? Ficou alguma dúvida que não foi respondida aqui? Conte pra gente nos comentários!

 

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