Escova progressiva e calvície: existe relação?

Existem diversos métodos utilizados em cabelos para a mudança do formato original dos fios. E um deles muito usado em alisamentos é chamado de escova progressiva.

É exatamente sobre esse procedimento estético capilar que vamos falar neste texto. Quer saber sobre o assunto “escova progressiva e calvície”? Não deixe de nos acompanhar, que hoje a leitura está muito interessante! Vamos lá?

Será que escova progressiva e calvície estão relacionadas? É o que vamos descobrir.

Escova progressiva e calvície: existe relação?

O que é escova progressiva?

É um procedimento estético que consiste em alisar os fios com o intuito de deixá-los mais soltos e brilhantes. Em 2003, esse procedimento estético se tornou popular no Brasil. Nesse mesmo período, os problemas deixaram uma dúvida no ar: escova progressiva e calvície poderiam ou não estar associadas.

Vários elementos químicos fazem parte desse tipo de tratamento capilar, e um deles chama-se formol. Anteriormente, os alisamentos eram feitos com misturas de diferentes tipos de proteínas hidrolisadas, agentes condicionantes e já com uma solução de formol, no caso com 37% de concentração.

O nome formol também recebe outros nomes, tais como: formalina, metilaldeído, metileno glicol, óxido de metileno, metanal, entre outros.

Nos Estados Unidos, esse procedimento se tornou muito famoso e muito requisitado principalmente pelo público feminino. Porém, os riscos das substâncias, principalmente a do formol, tornou-se um verdadeiro vilão, e ao redor do mundo foram feitas várias campanhas para que essa substância fosse diminuída de sua composição ou até mesmo extinta.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estipulou um limite de 0,2% no uso de formol em produtos para alisamento capilar. Esse valor servia apenas para a conservação do produto e não para alisar os fios.

Com essa proibição, outras substâncias serviram de substitutas no lugar do formol. Um deles é o glutaraldeído, um produto neurotóxico dez vezes mais potente que o formol, capaz de causar problemas capilares bem mais danosos que seu antecessor.

Escova progressiva: como este tratamento age nos fios?

Agentes como formol, tioglicolato de amônio e hidróxidos são capazes de alterar a estrutura  dos fios para que os mesmos deixem seu formato original e passem a ser lisos.

A ação desses compostos químicos é capaz de afrouxar ligações que mantêm os fios em seus formatos originais.

As principais ligações são as seguintes:

  • Pontes de dissulfeto: trata-se de uma ligação forte entre aminoácidos e queratina (proteína que compõe os fios); e
  • Pontes de hidrogênio: ligações fracas que facilmente se rompem com um pentear ou até mesmo em lavagens dos fios. Essa quebra permite o alisamento, mesmo que de forma temporária, voltando ao seu formato original logo na primeira lavagem.

A quebra dos fios decorrente do remodelamento das ligações dissulfeto é a principal responsável pela mudança de formato. 

Riscos da escova progressiva

Mesmo que a ANVISA estipule apenas 0,2% de concentração de formol nos produtos usados para alisamentos de cabelo, os riscos parecem persistir. Vários problemas podem associar escova progressiva e calvície, tudo envolvendo o formol. Até mesmo para o cabeleireiro, que está sempre em contato com o produto.

A inalação do vapor do formol, por exemplo, pode provocar dificuldades para respirar, bronquite, irritação nos olhos, malformação fetal e até mesmo câncer em casos mais extremos.

Relação entre escova progressiva e calvície

Então, escova progressiva e calvície podem estar ligadas não de forma definitiva. O mais provável é que a quebra dos fios aconteça em tal procedimento ou até mesmo após a escova. O que determina essa quebra maciça dos fios são aspectos como textura, espessura, enfim, a saúde dos fios em geral determinará o tipo de queda, originada pela força dos cabelos – ou por sua fragilidade.

Outro fator importante, quando tentamos responder a relação que há entre escova progressiva e calvície, é de que a frequência com que é feito esse procedimento determinará a redução da queda.

Outra observação que se deve ser feita é o tempo de descanso, que deve ser considerado para cada tratamento estético. Esse tempo de recuperação dos fios deve ser respeitado.

O período ideal entre um tratamento e outro é de três meses, pois é o tempo que os fios voltam, pelo menos na raiz, ao seu formato original, tornando-se mais fortes e resistentes. Sendo assim, necessário o retoque apenas na raiz dos fios.

Outros possíveis problemas decorrentes da escova progressiva

A ocorrência de queimaduras ou até mesmo dermatites são comuns em procedimentos de escovas progressivas quando o profissional deixa exceder o tempo-limite para tal tratamento. Esse é um caso que podemos considerar que escova progressiva e calvície estão intimamente relacionadas.

Além disso, as altas temperaturas podem contribuir para a quebra dos fios, pois é comum nesses casos a utilização de chapinhas e secadores.

Assim sendo, o melhor jeito de prevenir a quebra dos fios ocasionada pela escova progressiva é respeitando o tempo de espera de recuperação e procurar esse tipo de tratamento em último caso, pois, hoje, no mercado de cosméticos, existem diversas formas de deixar os cabelos no formato que você sempre sonhou sem riscos.

Ficamos muito felizes em poder enriquecer seu conhecimento a respeito do tema “escova progressiva e calvície: existe relação?”. Gostou? Então deixe nos comentários dizendo o que mais lhe chamou atenção, e, se quiser deixar sua pergunta, ficaremos felizes em respondê-la.

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